Mostrando postagens com marcador mais pro doce.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mais pro doce.. Mostrar todas as postagens

15 de dezembro de 2014

Ah, se meu fusca falasse!



Quem me conhece sabe que desde muito cedo, sonhava em ter um fusca. Meu sonho de criança adentrou a adolescência com muito mais força, porém, a oposição categórica de meus pais me fez esquecê-lo. (É claro que a minha falta de poder aquisitivo e total dependência deles àquela altura de minha vida foi sem dúvidas, o maior empecilho). Bom, passei da adolescência. Comecei a trabalhar, mas nunca consegui guardar um centavo na vida. Me formei, saí de casa, atuo na minha profissão (jornalista), "casei-me", bom, estou numa relação estável e muito feliz, e só agora consegui tirar esse meu sonho do mundo da fantasia. Meu sonho é concreto, 1.6  - Ano 1980 - Cor Cinza e seu estado é ótimo. O motor é novo, e devo gastar uma grana para deixá-lo com a aparência e conforto que eu sempre quis. A cor é meu grande dilema, dúvidas, muitas dúvidas! No mais, só quero registrar aqui toda minha alegria e satisfação por ter conquistado algo assim, tão significativo pra mim, mesmo que para muitos, seja sei lá... uma grande bobagem, uma grande loucura. Ah, se meu fusca falasse, certamente ele diria pra mim: Até que enfim, nos encontramos! 

26 de novembro de 2014

Do meu sorriso bobo...



Era um fim de tarde qualquer, fui encontra-la na porta do trabalho para irmos pra casa. De longe a avistei com uma caixa bem grande na mão. Pensei: vixe, foi demitida! rs

E perguntei se eram as coisas que compramos da China há séculos amém e que finalmente tinham chegado. Ela sorriu ligeiramente confirmando a minha hipótese. Chegamos em casa e ela pediu que eu fosse abrindo a caixa enquanto ela trocava de roupa. Devo abrir parêntese aqui para dizer que achei isso estranho. Ela nunca me deixaria abrir uma encomenda sem a presença dela, curiosa mor das galáxias. Desconfiada, abri a caixa. 

- Amor do céu, tu não vai acreditar... só tem papel aqui dentro dessa caixa! Não, pera! Tem uma caixa amarela esquisita aqui, vou jogar isso fora!

Antes que eu intentasse contra o objeto não identificado ela saiu do quarto aperreada. Aí eu já tinha descoberto sua artimanha. Dei de cara com a seguinte cartinha: 


“Oi amor,
Você tem diante dos olhos uma Olivetti Lettera 82 fabricada entre 1981 e 1984. Nossa... Nem dá pra imaginar quantas histórias já foram contadas através das teclas desta incrível raridade amarela, que agora é sua e está funcionando perfeitamente, acredita? Espero que goste, pois não foi nada fácil encontrá-la. Converti todo meu amor em força de vontade para conseguir uma dessas para você e detalhe, na sua cor favorita, o que dificultou ainda mais a minha busca. Porque eu fiz tudo isso? Não é óbvio? Faço qualquer coisa para ver estampada em seu rosto, aquela expressão boba que eu adoro, de criança quando ganha um doce, arregalando os olhos brilhantes e dando um demorado sorriso largo. Te amo muito, obrigada por fazer meus dias mais felizes. Ps: A ideia era ter escrito esse bilhete na máquina, mas como não consegui, foi assim mesmo rsrs".


O resto dessa história vocês já podem imaginar, né? Minha cara de boba perdurará por alguns dias!

6 de agosto de 2014

O melhor de mim é você


Faz 4 anos hoje, mas ainda lembro bem do dia em que ela chegou. A recém-nascida mais compenetrada que já vi nessa vida! Lançou sobre mim seu olhar questionador a poucas horas de sua estreia nesse mundo. “Oi titia, mas tu é linda”, eu disse. Enquanto isso, ela mirava meu olhar como quem diz “e tu, quem é?”. Mal sabia ela que seria minha alegria, meu sorriso fácil, minha preocupação às vezes angustiante, meu sossego e desassossego constante. Ela não sabia, mas eu soube desde o primeiro instante que aquela sensação apaixonante, perduraria por toda minha vida!



...Quando eu vejo você, sinto você é meu sol. 
Sei que você é meu sol, saiba você é meu sol"

12 de março de 2012

Vamos fazer um filme?

E se eu disser que não tenho medo, é certo que minto. Há aquele costumeiro embrulho no estomago, amante dos corações covardes, queimando-me por dentro e trazendo um gosto travoso à minha boca enquanto penso. E eu penso muito, sabe? Nunca perdi essa mania de refletir, tentar ver além, imaginar, criar cenas subseqüentes em minha cabeça, cenas sem roteiro definido, ou que talvez, eu não saiba fechá-las com sentido.

Então meu bem, vamos fazer um filme? O cenário pode ser aquelas quatro paredes verdes, um teclado no canto esquerdo , logo que adentramos ao “set”. Um violão (ou dois) dispostos lado a lado, como que simbolizando a união de dois corpos desenhados na mesma fôrma, um sofá, defronte a uma TV onde pararemos sempre aos fins de tarde para conversarmos sobre o nosso dia, que quase sempre, terá sido cansativo, enfadonho, estafante. Até o momento em que, deitadas ali, o balanço final ganhará aquele direito ao suspiro dos aliviados, o “ufa” sagrado de quem encontrou paz em meio ao caos cotidiano.

E o tempo, só para não nos deixar cair no marasmo dos filmes chatos, irá correr, sempre implacável, só pra gente aprender a valorizar cada segundo do nosso filme, que pode sim, ter um final feliz.

"Eu encontrei-a e quis duvidar, tanto clichê, deve não ser..."

30 de dezembro de 2011

2007.1 e meio


Na dúvida se ia esquecer ou não de algo resolvi escrever tudo que pensei em falar para vocês, sei que pode parecer piegas e que corro o risco de não lembrar de tudo o que aconteceu nestes quatro anos. Direi então o que não quero esquecer... das vezes que entramos dentro do carro com o Mário e saímos pelas ruas da cidade sorrindo, conversando, procurando um lugar que nos coubesse, que suportasse o nosso gerúndio tão visível.

A água de coco parecia uma fonte a jorrar, enquanto havia tantas histórias a serem contadas ali perto do vendedor um “velho chato e reclamão”. O por do sol não era o mesmo, tinha o brilho do nosso sorriso, de lágrimas, e do sentimento de que aquele momento durasse mais, muito mais. E por isso, registramos tudo com a digital. É porque somos egoístas, queremos tudo só para nós.

Ah! E se pudéssemos ter guardado os nossos pensamentos?! Veríamos quantas vezes nos magoamos, porque esquecemos uma data de aniversário; chegamos atrasados a um compromisso (ou não aparecemos nem ligamos avisando); não entramos no msn na hora combinada para fazer os últimos acertos do trabalho que seria entregue no dia seguinte. Ufa! Como crianças fomos aprendendo com a repetição.

Gente, também não quero esquecer-me das viagens que juntos fizemos, do ônibus lotado ao som dos mais variados ritmos. E da chegada ao nosso destino que só acontecia quando voltávamos para as nossas casas. Foi tudo tão intenso!!! Alguém sempre se separava do grupo, se “emburrava”, se perdia pela lagoa. Alguém sempre chegava depois da meia noite pedindo 10 emprestado para pagar um táxi... Alguém sempre vacilava e perdia dinheiro ou sofria o infortúnio de ser assaltado ou roubado. Acontece.

Tudo valeu muito: as visitas às aldeias, à CCPJ, ao hospital infantil, à vila João XXIII e tantos outros lugares. Em nossa cidade fomos aos quatro, cinco, seis... cantos. Na capital deixamos nosso rastro, nossos colchões na casa dos que nos hospedaram, também deixamos restos de pizza em apartamentos alugados... alagados (ninguém percebeu mas a torneira ficou aberta).

No Brasil fomos de norte a sul, leste a oeste divulgando ideias, pensamentos por meio de artigos, resultados de pesquisas. Tudo começou no cemitério, “tério-tério-tério”. Um paradoxo? Talvez! Começamos pela morte e descobrimos tanta (s) vida(s). Descobrimos nós mesmos, túmulos e jazigos de entes queridos.

Parecia que já tínhamos ido longe demais. Mas, alguns resolveram voar para mais longe das fronteiras para respirar novos ares. Enquanto escrevo penso que minhas palavras não lhes são alheias. Seria esta uma conversa cheia de piadas internas? Eu heim, que grupo fechado! Mas claro, circuito aberto a luz não acende. E luz é essencial! Brilhemos sempre!

Vocês marcaram demais a minha vida e por isso quero agradecer por terem permitido que eu estivesse ao lado de vocês em momentos tão importantes de suas vidas. Momentos que celebravam a vida, outros que delas se despediam. Momentos de festa, de véu e grinalda, de noivo esporado, de noiva que não se atrasou. Momentos de braço quebrado, pé engessado. Momentos de sorvetes e pizzas, almoços, de chás e cafés, casa nova, vidas novas!

Foram tantas histórias em comum! Também quero pedir perdão. Porém quero culpá-los por terem me feito amar tanto cada um de vocês. Amigos que Deus os guarde e os livrem do mal, amém!



Por Leide Oliveira, dedicada à toda a turma de comunicação social 2007.1 e agregados.

27 de julho de 2011

São os teus cabelos menina,

não tem jeito. Respeito particularidades e vibro com adversidades. Nando Reis diria que é teu “all star vermelho”. Tua fragilidade também toca. Dá vontade de cuidar, proteger e não deixar que se quebre. Mas você é inquebrantável! É a segurança que não é tua, mas que se pode sentir quando estamos contigo.

Na busca por uma explicação, apelo para Lenine, são “dois olhos negros”. Olhos negros e firmes. Poderia falar dos abraços, que não apertam mas aconchegam. É a tolerância que já tivemos diante de tantas diferenças “Jesus Christ, take my life”. Não me permito esquecer das conversas, da amizade amadurecendo devagar, da confiança que não foi roubada mas conquistada. Mas se houvesse algo que pudesse realmente traduzir, seriam teus cabelos. Cabelos com cheiro de paz.

Por Juliana Carvalho
(presente de aniversário, presente de minha vida, presente em minha vida)

26 de junho de 2011

Carolina

Ela nunca conheceu alguém igual. Tanta doçura assim lhe causava até estranhamento, e a educação da menina era para ela um verdadeiro exemplo. Carolina tornou-se o melhor nome, o mais desejável, a convocação de momentos que a ela ia guardar pro resto da vida. E guardou. As maluquices da menina linda, suave, educada e doce são para ela a melhor lembrança de sua infância, de sua adolescência, da chegada da juventude e... Hoje é uma grande saudade. Passeiam por sua memória as aulas de jazz, dança latina e teatro. Os micos cometidos por pura amizade! Os almoços, os sábados, os domingos, as semanas e semanas compartilhadas e gastadas entre os estudos, as paqueras, as promessas, as confissões e aquele velho sonho de eternidade. Carolina ainda é o nome mais doce, e hoje ela sonha o reencontro com a alma que mais lhe tocou a vida toda.

9 de junho de 2011

Da sensibilidade à flor da pele

Aquelas mãos pareciam ter vontade própria. Movimentavam-se e passeavam por lugares até então proibidos, ou quem sabe, de difícil acesso. Cada toque aflorava uma nova sensibilidade adormecida, incendiava o que até ali, de tão frio, parecia morto. Arrepiava, fazia transpirar. Aquele fervor foi capaz de levá-la ao céu, e tão subitamente, jogá-la no inferno.

Paciência, coração!

Não tente me convencer a desistir. Sabe há quanto tempo meu coração esperava sentir isso novamente? Eu sei o preço que terei que pagar, sim, eu sei que posso amargar dias de dor por sua causa, mas eu estou tão disposta a ir até o fim! Criei o hábito de te perseguir discretamente, ainda que de forma superficial, via redes sociais (elas têm me ajudado a matar um pouco da saudade de te ver). Mas sabe o que eu tenho? O gosto dos seus beijos, o toque de suas mãos, e aquele seu sorriso lindo que nunca mais vou esquecer, e que pode apostar, terei de novo, terei pra sempre.

4 de junho de 2011

Do que pode me salvar

Sabe, diz o ditado que Deus escreve certo por linhas tortas. Pura imbecilidade. Deus escreve certo por linhas CERTAS. Nós é que somos míopes e não enxergamos direito o que ele está escrevendo.

Não consigo entender por que fui conhecer as pessoas mais especiais de Imperatriz justamente quando eu estava já indo embora.

Explicando. Por exemplo, por que ele me deu a sua amizade para meses depois me trazer de volta. Por que se saudade dói, dói mais ainda a saudade de algo que não vivi.

Mas ler seu e-mail foi colocar um óculos para que eu pudesse finalmente entender o que Deus escreveu: através de pessoas como você Ele me lembrou que é fiel, que jamais vai me mandar para uma terra sem me amparar, que conhece o meu coração e que me ama.

Prís, pra mim, a sua amizade é muito preciosa, pois é um sinal nítido do amor de Deus comigo! (e você sabe que detesto espiritualizar as coisas, rs).

Amo você e daqui de longe saiba que está sempre perto e eu também, por que o que nos ligou é indissociável.


Bjo de quem te admira pakas!!!
Anneca

De quando a gente sonha acordado

E sabe quando você fecha os olhos e cenas de outro tempo rondam sua mente e te levam pra outro lugar, pra outras pessoas, e vem aquele cheiro, e alguma musica te faz chorar com as lembranças de algo que não existe mais? Ou pelo menos, não mais como era há tempos atrás?

Então vem, meu menino! Senta aqui e me conta do seu dia com aquele brilho nos olhos que invade minha alma e me enche de paz. Sossega nos meus braços enquanto eu canto no seu ouvido canções de amor à Deus, enquanto a gente faz uma prece e pede um tempo a mais. Me fala dos seus sonhos, da vontade de crescer, do que te entristeceu, do que te fez sorrir, enquanto eu cheiro teus lindos cabelos negros, passeio as mãos entre eles e te faço dormir.

Venha, antes que eu acorde desse sonho e perceba que você não esta aqui, que você mudou, que você cresceu, que não está ao alcance de meus braços.

Do que não sai de mim

Eu sou obrigada a conviver com sua falta, olhar para o lado e nunca te ver, colecionar calendários cruéis que me dizem o quanto o tempo pode ser carrasco, o quanto os dias correm soltos e as horas, nos maltratam com a certeza de que a cada segundo, nos distanciamos mais? Eu tenho que me contentar com as lembranças, as fotografias, os telefonemas raros, a incompatibilidade que parece criar vida a cada dia e parece dizer que não temos mais a velha conexão, a troca de olhares, o silêncio falante?

Sabe anjo meu, eu tenho essa saudade cortante, que de tão grande tornou-se palpável, e malvada, roubou seu lugar. Eu tenho esse desejo enorme de te reencontrar, falar como foi todo esse tempo em que estivemos distante, contar dos meus dias, das burradas que fiz por que não tinha você do lado, pra me dar aquele toque de sabedoria tão incomum a alguém da sua idade. Eu tenho esse abraço apertado esperando por seus braços, e a gente ia ficar assim, por horas, sem nenhum constrangimento por que isso nunca existiu entre a gente, e sabe, eu tenho esse amor crescente no peito, que parece não mais caber em mim, que parece clamar para chegar a você, por que é todo seu.

3 de junho de 2011

De costas para o mar

Das músicas que me fazem bem...

Demorei pra pousar, tenta imaginar alguém que um dia deu um passo além do seu limite. Pra essa pedra rolar, vira a página, vai ver o bem que faz quando é você que se permite alcançar o que ninguém pode tocar daqui, se entregar e o dia vem pra nos deixar bem, pois estamos juntos! Cansei de rodar como eu não te vi, difícil acreditar que eu tô acordado! Me traz de volta, faz parte de mim e onde quer que eu vá vem sempre ao meu lado. Vou ficar de costas para o mar pra ver se ele me leva pra perto de você. Vou tentar pensar em ti e talvez perder o que me deixa tão longe de você...


Rodolfo Abrantes

3 de maio de 2011

Identifique-se

São quatro paredes e um teto. Parece ser tudo que eu preciso para me guardar, me esconder do mundo lá fora, sem paredes, de teto infinito, de imensidão de gente e absurda solidão. Aqui os passos são curtos, mal dá para alongar as pernas. Correr? Nem pensar. Só em pensamentos, onde até alço vôos de liberdade reprimida. Esse é meu canto. Para entrar, por favor, bata na porta, e se identifique. Talvez eu queira você aqui, nesse emaranhado de ócio e tédio sem fim, ou quem sabe, eu queira você em mim. Bagunça pouca é bobagem.

2 de janeiro de 2011

Alô 2011!

Ano novo é um pouco do velho indo embora, ressurgindo com outra cara, outros traços, algumas repetições insistentes e é claro, champanhe para brindar, fogos para anunciar, e um toque de nostalgia inevitável. Aqui estamos, numa praia escura, lotada de tribos apolares, que com um nítido estranhamento se olham, se observam e se espantam. Tambores ressoam em direção ao mar embalando danças sincronizadas enquanto paredões de som automotivo embalam a juventude do outro lado. Mais à frente, um som de sanfona comanda os passos de uma turma que curte dançar agarradinho. Alguns parecem fazer uma prece silenciosa, outros parecem querer extravazar. Foi um ano difícil, mas que trouxe o melhor dos presentes que já recebemos. Lara Beatriz, um anjo lindo que Deus nos confiou, fecho os olhos para agradecer e penso em tanta gente, tanta coisa. É ano novo, por todo lado jorra álcool, jorram sonhos, preces, desejos de dias melhores, saudades do que ficou pra trás e muita, muita simbologia. Desse novo ano, quero muitas boas historias para contar.

6 de novembro de 2010

Ela

Ela parece zombar das nuvens
Brinca com o sol, coleciona brisas e sabe voar
Ela é livre por que escolheu ser assim,
Decidiu tirar os pés do chão
Ela flutua, enquanto o mundo a observa dançar
O vento é seu grande amigo,
Soprou agora aos meus ouvidos que ela virá...

19 de agosto de 2010

Com quem se parece?



Um olhar de alegria
Um choro de fome
Um riso de sono
Umas mãos ansiosas
Uns pés nervosos

Parece com anjo,
Que sorri do vento.

Parece com sol,
Que irradia vida ao amanhecer.

Parece com lua,
Que ilumina as noites e embala o amor.

Parece com sonho, parece com ele, parece com ela,
Parece comigo, e tem um pouco também de você.

26 de maio de 2010

Eu gosto de você,

é engraçado perceber, é novo sentir, mas eu gosto sabe? Gosto do seu jeito tímido de me tirar do eixo, desse olhar arteiro de criança desconfiada, da sua cara amarrada quando não gosta muito do que eu falo, e do sorrisinho sarcástico que me deixa irritada. Eu gosto de sentir o teu gosto enquanto você prova um pouco do meu, gosto mais ainda quando esses dois se misturam, e a gente parece querer dormir, ali, logo que o desejo se rende ao aconchego.

22 de maio de 2010

Eu pra você

Pode ser que eu não seja aquilo que você espera, pode ser que eu contrarie cada uma de suas expectativas. Eu posso ser exatamente aquilo que você mais rejeita. Sabe, você pode estar mesmo enganado à meu respeito. É saudável e eu recomendo que me aprenda melhor, me enxergue sem nenhuma idealização boba, compreenda que posso ser eu mesma, independente de você gostar ou não. Me agrada te desagradar por que só assim, tenho a certeza de que é verdade aquilo que sente.

23 de novembro de 2009

Por amar...


E por amar às vezes sou egoísta. Por amar me recuso a dividir. Por amar sei que sou chata, intransigente, tudo por que amo demais e não consigo enxergar que amar nada tem a ver com amarrar. Mas eu amo. Eu amo e amarro. Se eu soltar, posso perder. Se eu perder, posso morrer. E se eu morrer? Quem vai se importar? Por amar demais eu choro de alegria e rio de tristeza. É por amar que vivo fazendo e falando besteiras. Posso até amar errado, mas por amar vou persistir errando, amando, clamando perdão enquanto observo inerte esse amor frenético aumentar. (Nos alicerces)