13 de junho de 2009

I don't belong!


Curioso como às vezes (quase sempre) me sinto perdida, como se não pertencesse a nada nem a ninguém. Talvez por um desejo de liberdade, que ao final das contas mais parece solidão. Talvez por egoísmo eu não queira me dividir com os outros, talvez por medo, já que das poucas vezes que eu tentei me doar e me decepcionei. Eu continuo sendo decepcionada por aqueles que me arrodeiam. Eu constantemente me decepciono também. Essa minha fraqueza me deprime profundamente. Eu não queria me sentir assim, mas até entre os meus me sinto uma estranha. Sorrisos beges saem de meus lábios, e euforia? Não conheço tal reação! Esta combina apenas com os efusivos, e isso é algo que não sou (Graças a Deus). Não suporto muitas gargalhadas, simpatia demais me põe pra correr. Não gosto! Nunca gostei dos populares demais, dos engraçados demais, dos “super friends”. Prefiro os poucos amigos antipáticos que eu tenho, assim como eu, sem muito papo, sem muitos gestos, mas com sentimentos verdadeiros, mesmo que quase nunca expressados, pelo menos, não tão explicitamente. Mas mesmo entre estes me sinto nada mais que uma estranha! E isso é apenas um desabafo repetitivo de alguém que não consegue pertencer a nada nem a ninguém.

2 comentários:

Thales Estefani disse...

Olá! Nossa, quanto tempo, estava com saudades! Primeiro, deixa eu me retratar... To passando por um momento conturbado (mudança, faculdade nova, me habituar com a rotina de viver sozinho...) e por isso meu blog tem ficado às moscas, porém prometo que neste mês de julho (minhas férias) isso irá mudar...E prometo passar aqui mais vezes também!
Essa questão de pertencimento é uma coisa muito louca. Também passo por isso às vezes. O mundo cria tantos símbolos, signos, estereótipos funcionais de comportamento que acabam robotizando as pessoas. Se você não "robotiza" junto, acaba excluído! A exaltação da individualidade também é um perigo, essa perda do sentimento de grupo (que é inconsciente e todo mundo perde!) piora a situação.
Armadilha louca que o prórpio homem construiu no imaginário desde sempre!
Beijo! :*

♥ Fernanda disse...

Tenha a certeza que não é a única a sentir-se assim!
beijo...

Postar um comentário

Metendo o bedelho onde foi chamado.