20 de janeiro de 2010

Eu pra você

E você me perguntou por que tudo mudou. Eu fiquei sem ação, na hora eu não soube responder. Levei essa angustia comigo de volta pra casa. No caminho, pensei em nós e muita coisa veio em minha mente. O principio de tudo trouxe um sabor meio amargo à minha boca. O que era doce tornou-se fel ao me dar conta de que nada é igual. Chorei. Senti saudade, dor, desejo louco de voltar no tempo e poder consertar algumas coisas. Então eu te liguei. Do outro lado uma voz seca, fria e distante me perguntou se eu já tinha a resposta. Silenciei. Esperava que assim você pudesse sentir o tamanho de minha dor do outro lado da linha. Mas seu retorno nunca superava minhas expectativas. Você não me conhecia mais, era essa a minha maior impressão a cada abraço, a cada telefonema, a cada encontro, mesmo os virtuais. Parei. Suspirei fundo e te dei o que você me pediu. “É que eu não sinto mais que você me ama, sabe?” Soltei sem pensar duas vezes. Sua resposta? – “Isso me magoa tanto sabia?” (...). Inevitável! Pensei comigo mesma, como camuflar meus sentimentos assim? Seria isso justo? Então você me pediu um tempo, disse que precisávamos disso pra pôr as idéias no lugar. Concordei, embora isso tenha me cortado a alma. Sigo amadurecendo as idéias em minha cabeça. Tornei-me uma observadora dessa nossa relação. Às vezes capto mensagens implícitas em cada gesto ou atitude sua, que talvez nem você seja capaz de ver. Outro dia você me disse que eu te ponho à prova. Mas saiba isso não é verdade. Não quero provas mirabolantes de amor, quero de volta apenas o que eu te dou, o melhor e o pior de mim, mas sem máscaras, sem máculas.

2 comentários:

Jaqueline disse...

Lindo e triste ao mesmo tempo!
Amei...

Ps: To seguindo seu blog :DD

Nathy Pöpper disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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Metendo o bedelho onde foi chamado.